Irmão Maurice Maignen

Maurice Maignen

Maurice Maignen foi, ao mesmo tempo, o primeiro filho espiritual de Jean-Léon Le Prevost, fundador dos Irmãos de São Vicente de Paulo (1845), e a segunda pedra de fundação. Veio logo após Clément Myionnet.

Apóstolo dos jovens trabalhadores, ele expandiu sua ação apostólica inclusive na dimensão da pastoral social da Igreja .Nesta perspectiva ele foi um dos pioneiros.

Morreu em 1890. Foi uma das almas que mais procurou, e melhor encontrou, a síntese entre a vida ativa e vida contemplativa. Para estar na vanguarda da ação social e apostólica, ele se apoiava sobre os dois pilares:o Padre Le Prevost e o Irmão Myionnet.

Da utopia ao realismo da fé

Maurice Maignen à 21 ans

Ele nasceu em Paris, em 1822. Inteligente e artista, ele abandonou sua vida cristã durante sua difícil juventude e se deixou seduzir pelo socialismo nascente. Em 1843, encontrou na Sociedade São Vicente de Paulo o Sr. Le Prevost. Este descobriu nele uma alma generosa, ardente para o bem, e o levou a abandonar as ideias socialistas e fê-lo descobrir os pobres e a força apostólica da caridade.

Membro da Sociedade de São Vicente de Paulo, ele se entusiasmou pela ideia de uma nova Congregação dedicada à evangelização dos pobres e dos trabalhadores. Ele tinha 23 anos quando viu o nascimento deste Instituto, no dia 3 de março de 1845. Um ano e meio mais tarde, ele deixou seu trabalho de funcionário e sua família para entrar na Congregação.

O apóstolo dos jovens operários
Fr. Maurice Maignen - 1863

Os Irmãos Le Prevost e Myionnet ajudaram o Sr Maignen a dar os primeiros passos no trabalho do Patronato dos aprendizes. Neste se desenvolviam atividades visando a  formação profissional dos jovens. Nesta obra Maignem deixou marcas de sua personalidade.

Ele descreveu o estado miserável no qual são reduzidos os aprendizes e jovens trabalhadores e identificou as suas causas sociais. A Revolução francesa, em nome do princípio da liberdade absoluta do indivíduo, suprimiu as corporações que uniam mestres e trabalhadores. Estes últimos foram entregues nas mãos dos empregadores, que não tinham nenhuma lei, não mesmo a lei divina moral, rejeitada pela Revolução. Para o Sr. Maignen, o apostolado junto aos trabalhadores devia tecer novas relações sociais entre eles, os operários, os mestres e as elites do país. Ele reuniu uma farta documentação sobre o assunto, e redigiu seus estudos e notas. Foi um mestre ouvido por René de La Tour du Pin e Albert de Mun, quando a Obra dos Círculos Católicos de Trabalhadores foi fundada em 1871. Ele percebeu a incompatibilidade entre uma organização social atéia, que fazia do homem um lobo para o homem, e a que, baseada em Deus, garantia justiça e caridade. Por toda a parte onde foi enviado por obediência, o Ir. Maignen divulgou esta grande visão. Fez isto no primeiro no Patronato do Instituto, depois na Associação dos Jovens Trabalhadores, no Círculo Católico dos Trabalhadores, na Obra dos Círculos Católicos de Trabalhadores.

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