A hístoria da fundação

3 mars 1845

 

Segunda-feira, 3 de março de 1845, alguns dias antes da Páscoa, Jean-Léon Le Prevost, Clément Myionnet e Maurice Maignen se encontraram na capela dos Lazaristas, para receber a benção de Dom Angebault na frente do relicário de São Vicente de Paulo.

Retomemos os grandes momentos da hístoria desta fundação.

Os anos antes da fundação

Le Prevost

Jean-Léon Le Prevost

Jean-Léon Le Prevost estava em Paris desde 1825 e trabalha no Ministério dos Cultos. Habitava na rua Cassete no 4, perto da igreja St-Sulpice. 

Como todos os Parisienses, ele foi certamente tocado pela translada pelas ruas de Paris, das relíquias do gigante da caridade, São Vicente de Paulo… o santo muito amado pelos Franceses. Não era ainda a hora para o Sr. Le Prevost de relatar isto numa das suas cartas… Mas a graça estava agindo no seu coração…

Desde a sua chegada a Paris, a dois passos da sua casa, Le Prevost frequentava o “Salão” de Montalembert onde se encontravam artistas, pensadores, escritores, tais: Eugène Boré, Lacordaire, Lamennais, o músico Liszt e também o mais novo do grupo, um jovem universitário, estudante em direito, Frédéric Ozanam…  Discutiam política, mudança social, catolicismo…

Ainda que os acontecimentos políticos perturbassem Le Prevost, jovem artista sensível e romântico (a Revolução de Julho – os Três Gloriosos dias 26-27-28 de julho – a queda do rei Charles X… as revoltas na Bélgica, na Polónia, a capitulação de Varsóvia), ele aspira a outras coisas …

O seu amigo, Charles Gavard, que frequentava também o Salão de Montalembert, lhe fez conhecer um jovem poeta angevino de nome de Victor Pavie. Foi a ele que Le Prevost confiou, em suas primeiras cartas, conservadas em nossos arquivos, o seu caminho espiritual.

A sua amizade com Victor Pavie lhe abriu o coração.

Ele abandonou gradualmente os sonhos do romantismo e da liberdade política e começou a sua subida para Deus… o seu caminho de conversão e a busca de sua vocação.

No dia 9 de agosto de 1832, anunciou ao seu amigo Pavie que tinha “redescoberto a Fé”.

Frederico Ozanam e a Conferência da Caridade

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Frédéric Ozanam 1833

A situação social na França, e particularmente em Paris, era dramática: os pobres eram deixados ao seu destino, a industrialização nascente escravizava os operários, e sobretudo as crianças, que trabalhavam em condições miseráveis e os artesões tinham dificuldades para sobreviver.

Se a justiça era totalmente inexistente, a caridade era também pouco presente em Paris, como o relicário da rua De Sèvres sempre órfão das relíquias de São Vicente.

 Mas aí, surgiu uma pequena chama: Ozanam, um jovem estudante da Sorbone que, com um grupo de amigos se reunia na casa de Emmanuel Bailly num círculo de estudos chamado “Conferência de história”, decidiu se comprometer mais para a dedicação caritativa.

Assim, no dia 23 de abril de 1833, do coração cheio de amor e de zelo de Frédéric Ozanam, “a Conferência de Caridade” foi fundada, tendo Bailly como presidente.

Irmã Rosalia Rendu

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Na mesma época, a Irmã Rosália Rendu, Filha da Caridade de São Vicente de Paulo, mostrava o exemplo do amor efetivo tão caro a São Vicente: cuidava, alimentava, aliviava e consolava os pobres do bairro Mouffetard.

Foi ela, Irmã Rosália, que empurrou estes jovens estudantes à ação concreta, e lhes ensinou a ver o Senhor nos pobres, visitando-os, respeitando-os e considerando-os como irmãos.

Encontro com Frederico Ozanam

Rue des Cannettes 1866 vers St-Sulpice

Rue des Canettes

O Sr. Le Prevost que queria “dar uma forma à sua Fé”. Deus respondeu ao seu desejo por um encontro providencial . Frederico Ozanam tinha fundado a Conferência de Caridade no dia 23 de abril de 1833. Um dia, num pequeno restaurante da rua Des Canettes onde frequentemente almoçava com o seu amigo Levassor, se encontrou com Frédéric Ozanam – que ele tinha conhecido na casa de Montalembert – e com os seus companheiros. A partilha foi mais que cordial, os corações se uniram ao redor da mesma Fé e do mesmo impulso de caridade. Le Prevost foi convidado a fazer parte da nova Conferência de Caridade

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Em seguida, conheceu Emmanuel Bailly, cuja devoção para São Vicente era manifesta.

O Sr. Le Prevost, certamente, foi marcado muito pela vida de São Vicente. Por isso, no dia 4 de fevereiro de 1834, inspirado por uma graça do Espírito, ele propõe à Conferência de Caridade que assumisse São Vicente como patrono. A proposta foi aceita e um novo momento decisivo foi vivido pela “Conferência São Vicente de Paulo”. Pela primeira vez nas atas da SSVP, no dia 8 de dezembro de 1835, se fala “da Sociedade de São Vicente de Paulo, cujo Emmanuel Bailly é Presidente e o Sr. Le Prevost, Vice-Presidente” (até 1839).

Le Prevost presidente da Conferência São Sulpício da SSVP

St Vincent de Paul 01
No fim de 1834, a Sociedade São Vicente de Paulo ficou numerosa. 
Ozanam e alguns companheiros, dentre eles, Le Prevost, pensavam dividir a Conferência em dois grupos e mesmo a difundir o seu movimento em toda a França. Uma comissão foi formada, apresentou o seu relatório no dia 16 de dezembro: a discussão foi difícil, Emmanuel Bailly era contrário.

O ano 1835 começou em paz, mas na noite da Epifania, Bailly não se apresentou e foi Le Prevost que presidiu a sessão. Ele teve um papel de moderador e foi assim que, no dia 17 de fevereiro apoiada por Bailly, a decisão é tomada pela SSVP de se dividir em dois grupos: St-Etienne-des-Monts, com Bailly e Ozanam, e St-Sulpice com Levassor apoiado pelo Sr. Le Prevost.

No dia 3 de março de 1835, dez anos antes da nossa fundação, se realizava a primeira sessão da Conferência St-Sulpice. Le Prevost se tornou presidente no dia 11 de dezembro de 1836.  Durante quase dez anos o zelo e a criatividade do Sr. Le Prevost o conduziu a se doar de coração e alma às obras de caridade da SSVP. A Conferência St-Sulpice mereceu o lindo título “de rainha das conferências”.

No espírito de São Vicente de Paulo, várias pequenas obras foram iniciadas:  para os pobres, os órfãos, os doentes, a casa da rua Copeau, se tomou o patronato dos aprendizes…

O encontro com Maurice Maignen.

Le jeune Maurice MaignenNa primavera 1843, um jovem homem de 21 anos se apresentou ao no 98 da rua Du Cherche-Midi.

Chamava-se Maurice Maignen. Nasceu no dia 3 de março de 1822 em Paris. Ele tinha ouvido falar da Sociedade São Vicente de Paulo.

 Naquele dia na capela da rua De Sèvres, “… onde eu sabia que se encontrava o relicário de São Vicente de Paulo. Era ainda uma lembrança da minha infância e um fato providencial.

 A minha mãe me tinha conduzido na procissão solene que teve lugar em 1830 pela translada das suas relíquias… Um bom Irmão Lazarista me tinha informando… mas ele se enganou. Em vez do endereço do presidente da Conferência das Missões que se reunia rua De Sèvres, ele me deu o endereço do Sr. Le Prevost

Maurice Maignen se tornou rapidamente um amigo e um filho do Sr. Le Prevost, que o levou à prática religiosa e o acompanhou no caminho da sua vocação.

A obra da Sagrada Família

São Vicente não parou de inspirar o Sr. Le Prevost. Em abril de 1844, ele fundou a obra da Sagrada Família. No domingo, no subsolo da igreja St-Sulpice, ele reunia as famílias mais humildes para lhes dar um pouco de consolação e de formação cristã: orações, cantos, palestras, bingos… O Sr. Maignen ajudava o Sr. Le Prevost nesta obra que se espalhou rapidamente em outras paróquias.

Projeto de fundação de um Instituto religioso

No outono 1844, durante um passeio no bosque de Chaville, o Sr. Le Prevost confiou ao Sr. Maignen o seu projeto: o de fundar um Instituto de Irmãos dedicados às obras de caridade para apoiar a SSVP.

Seria necessário, declara a Maignen, que Deus faça surgir na sua Igreja, para a salvação dos pobres e dos operários, uma sociedade nova de religiosos, inteiramente consagrados a estas obras, cujo potencial vemos, e, sobre as quais, vemos manifestações das bênçãos de Deus… Seria, amigo, os verdadeiros monges do décimo nono século”.

“Ah! respondeu o seu jovem confidente, se encontrasse alguns homens decididos a abraçar uma vida assim, eu deixaria tudo para segui-los…”

Encontro com Clément Myionnet

Fr. Myionnet en 1874 (2)

Clément Myionnet 1874

No mesmo dia do passeio de 1844, continuando a conversa com Maurice Maignen, Le Prevost conta como, uma manhã, saindo da capela dos Lazaristas, ele tinha sido abordado por um membro da Conferência São Vicente de Paulo de Angers, desejoso também de se consagrar a Deus num novo Instituto dedicado às classes operárias.

Ele se chamava Clément Myionnet. Tinha 32 anos.

A Conferência de Angers tinha sido fundada no fim de 1838 graças ao concurso de Florestan Hébert que reuniu três outros companheiros, incluindo Clément Myionnet. Em dezembro, Victor Pavie se tinha juntado a eles e o grupo contava já com 36 membros.

Dando-se aos mais pobres, a vocação de Clément Myionnet se firmava. Frente às dificuldades para manter as obras, em especial uma casa de família para os jovens em dificuldades, Myionnet vê efetivamente que é necessário ter homens totalmente dedicados às obras de juventude. Fala com seu bispo, Dom Angebault que o incentivou na sua empresa. Mas faltavam os colaboradores. Então, ele pediu a Dom Angebault a permissão de partir para Paris, “Lá, eu encontrarei alguém que tenha o mesmo pensamento. Tenho esta íntima convicção”.

Após ter rezado na igreja Notre-Dame des Victoires, Clément Myionnet encontra um Irmão de Angers, o doutor Renier, que lhe fala de Jean-Léon Le Prevost. Myionnet vai para a casa dele, na rua Du Cherche-Midi, mas o Sr. Le Prevost estava em Duclair.

Clément Myionnet permanece em Paris e tenta encontrar Le Prevost. Somente na quinta tentativa o encontra na rua Du Cherche-Midi. Juntos foram para a capela da rua De Sèvres, na frente do relicário de São Vicente.

No dia 6 de outubro de 1844, Myionnet dá a sua resposta definitiva e no dia 20 de janeiro de 1845 ele deixa Angers e vai assistir à missa na frente do relicário de São Vicente em companhia do Sr. Le Prevost.

A casa da Rua Du Regard

Em 1844, a SSVP aluga uma casa no 24, da rua Du Regard, para aí instalar um patronato para os aprendizes. Foi nesta casa que se estabeleceu a primeira comunidade nascente. Mas desde 1842, o Sr. Le Prevost pensava em fundar uma comunidade religiosa.

Com este objetivo, ele animava, uma reunião de um pequeno grupo de jovens, na casa do Sr. de Missol, no 18, da rua St-Sulpice. Entre eles, estava um jovem arquiteto, Guardas, que se engajou ao lado de C. Myionnet e do Sr. Le Prevost, mas partiu, no final do segundo dia…

1 e 2 de março de 1845

Gamins 19e siècleSolicitado para assumir a obra dos Irmãos dos Escolas Cristãs que deixavam a casa da rua Du Regard, o Sr. Le Prevost, como Jacó, atravessou o seu rio Jaboque… e instalou a sua comunidade nesta casa da rua Du Regard. No diário da obra dos aprendizes, ele redige em algumas linhas o ato de nascimento da sua família religiosa:

“J.M.J sancte Vincenti Paulo, 1º de março 1845. Os Irmãos Myionnet e Guardas tomam posse de uma casa na rua Du Regard n° 16, alugada pela Sociedade São Vicente de Paulo para a reunir os aprendizes que patrocina. Os dois Irmãos cuidarão destas crianças…”

Era um domingo, por conseguinte um dia “de patrô”, na rua Du Regard! Com esta criançada bagunceira, que são os meninos Parisienses, o Sr. Myionnet passa um dia… penoso, mas “afinal passou”. À noite, ficou sozinho… na casa vazia e abandonada por seu companheiro, o jovem arquiteto que recuou a obra a edificar…

3 mars 1845

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3 mars 1845

Inverossímil reunião para os inícios oficiais de uma congregação religiosa: é composta, com efeito, apenas de um membro totalmente livre; os outros, um era casado, o outro ainda tinha que cuidar da sua família… Compreende-se melhor que, na missa das 7:00 da manhã, celebrada por Dom Angebault na rua De Sèvres, o relicário do seu Santo patrono foi descoberto “por favor especial” …

As palavras de ordem do bispo de Angers são: coragem e perseverança, porque “o grão de mostarda vai dar o seu fruto”. O sol vai fazer crescer esta humilde semente plantada numa terra ainda pedrosa… neste dia abençoado de 3 de março… a Deus e aos seus Irmãos… ambos assinaram no seu coração o ato de fundação, a palavra é dada, será necessário ser fiel !

A reunião dos três em comunidade

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No dia 1º de maio de 1846: foram necessários finalmente quatorze longos meses depois o dia 3 de março de 1845… de modo que a paciência dos três primeiros Irmãos seja recompensada. Neste, “primeiro dia do mês consagrado a Santíssima Virgem Maria”, a solidão de Clément Myionnet acaba: ele acolhe o fundador da família na  casa “comum” da rua “Du Regard. “Dia muito tempo esperado, dia para sempre abençoado”.

Durante este tempo, a vida de Maurice Maignen continuava, entre o seu dever de funcionário do Estado, a sua família, a obra da rua Du Regard, e a missa na capela dos Lazaristas. Ele desejava muito poder se juntar aos seus Irmãos, mas estava ligado pelas relações do coração com a sua família…

Quando de repente, num quarto de hora de heroísmo decidiu se libertar… No dia 2 de setembro, deixando o seu trabalho e a sua família e ele vai para a Normandia encontrar o Sr. Le Prevost!

Chegou no dia seguinte, 3 de setembro, em Duclair… A sua decisão estava tomada. Com o Sr. Le Prevost se ajoelhou frente ao Santíssimo da igreja da aldeia. Em seguida foi para Chartres para fazer um retiro. No dia 21 de setembro de 1846, Clément Myionnet foi também se juntar a ele.

A aparição de La Salette

Notre Dame de la Salette

Foi durante este retiro, que no dia 19 de setembro, no cume dos Alpes, na aldeia de La Salette, uma linda senhora confiava a duas humildes crianças uma mensagem de conversão e de reconciliação.

Os Irmãos de São Vicente de Paulo acolheram este acontecimento como um sinal do céu! O Sr. Le Prevost fará erigir uma capela em Vaugirard que se tornou a sua última residência sobre a terra.

Um dia memorável contado por Le Prevost

Jean-Léon Le Prevost - assis 3

No dia 3 de outubro de 1846, com a entrada na comunidade do Sr. Maignen, os três Irmãos já unidos pelo coração,

Estavam, agora, inteiramente, corpo e alma, na casa da rua Du Regard.

Neste sábado, 3 de outubro, o Irmão Le Prevost escreveu no diário da comunidade: “O Ir. Maignen, ao preço de grandes sacrifícios, e quebrando as relações naturais que faziam obstáculos à sua dedicação, se tornou o terceiro membro da comunidade”. “Os três monges do XIXo século” agora foram estabelecidos na casa da rua Du Regard. Três homens tão diferentes, que deverão aprender a viver em comum, não sem dificuldades, mas na caridade…

Alguns meses depois, quando estava em Duclair, descansando em sua terra natal,

o pai da família escreveu a seus filhos Clément Myionnet e Maurice Maignen

uma das suas mais lindas cartas.

Duclair, 26 agosto de 1847

Caríssimos e bem-amados irmãos, 

Alguns dias já se passaram desde minha saída, e vocês esperam sem dúvida uma carta que me aproxime alguns momentos de vocês.  […]

Sentindo no fundo do coração uma suave e pura alegria com todas essas recordações, bendigo a Deus, que já se digna formar em nós o espírito de família e consolidar no dia-a-dia nossa união […]

Vejo os elementos de um bom futuro, se soubermos acomodar-nos em tudo de nossos pequenos inícios, temporizar e não exigir de nossas obras, nem de nossa constituição, nem de nós mesmos o que somente um desenvolvimento sucessivo deverá trazer. Dependeria, sem dúvida, do Senhor que colocou em nós um germe de vida, fazê-lo crescer e florir de repente, Ele poderia consolidar nossas obras, aumentar nossas forças, lançar-nos mais sensivelmente na perfeição, mas não lhe apraz proceder assim. Empregou, desde o começo, seis dias para configurar o mundo e, desde então, só realiza algo, na maioria das vezes, por um trabalho lento, medido, que avança, mas que a gente não vê andar.

Entremos nesse compasso, caros amigos, sem pressa como sem moleza, seguindo o passo de Deus. Com Ele, iremos com segurança e atingiremos nosso fim. Não sentem como eu, no coração um certo poder, um tipo de anseio pelo futuro, um grande desejo, uma grande esperança? Pois bem, o sinal e a força de nossa missão estão aí. Deus colocou em nós o desejo para que oremos, a esperança para que ajamos. Oremos com todo o fervor de nossa alma, trabalhemos com uma santa coragem, e caminhemos com confiança, porque estamos no caminho; cada passo nos conduz ao fim.

Não temos desesperado de nosso tempo, de nosso país, de nossos irmãos, temos pensado que, neste movimento, vago e fraco ainda, do povo para a fé, havia algum impulso, alguma promessa fecunda. Não seremos iludidos.

É a caridade que suscita tudo ao redor de nós; é ela que desperta as almas, as impulsiona e as unifica. É ela também que nos leva e nos envolve na sua ação. A caridade não fraqueja e não fica no meio da jornada. Uma vez acesa, é preciso que se espalhe, brilhe e leve longe seu calor. Tudo também lhe serve de alimento. Não tenhamos medo, portanto, queridos amigos, não olhemos demais à nossa indignidade, que nos freia frequentemente e nos torna tímidos. A caridade, como a chama, consome e purifica; por ela seremos penetrados, vivificados, por ela seremos transfigurados. Oh! que esse pensamento nos anime e nos console. É a caridade que nos impulsiona e nos pressiona, somos movidos por ela; por ela tão ardente, tão poderosa; por ela, que é força, vontade, amor, amor infinito, amor de Deus! […]

O Senhor tendo nos dado bem definitivamente uns aos outros, não saberíamos entrar melhor em sua perspectiva a não ser adotando-nos bem ternamente, bem fraternalmente; tenho certeza de que, se tivermos a coragem de nos amarmos e de nos suportarmos uns aos outros com caridade, Deus também nos suportará, nos amará, nos confirmará em nossa missão, quaisquer que sejam as qualidades que nos possam faltar por outro lado. Parece-me, caríssimos amigos, que, de minha parte, chegarei a isso sem dificuldade, procurem fazer também a metade do caminho.

[…]              Seu amigo e irmão em N.S.                                                                                                                                                                                                                                                                                              

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